Organizar a luta e barrar a contrarreforma da Previdência!

Há exatamente um ano o famigerado governo Temer apresentava ao Congresso sua proposta de contrarreforma da Previdência Social. Tratava-se da pior investida contra os direitos dos trabalhadores do setor privado e dos servidores públicos em toda a história do país. Entre as várias alterações que encaminhava, destacava-se a preocupação em “alinhar” o regime dos servidores ao dos trabalhadores, desconsiderando completamente a especificidade do exercício junto à atividade pública; a introdução da idade como critério de acesso à aposentadoria, igualando homens e mulheres, rurais e urbanos; o significativo aumento do tempo mínimo de contribuição como condição à aposentadoria; a mudança de cálculo

518 anos depois: Sônia presidenta!

“A Luta pela Mãe-Terra é a Mãe de Todas as Lutas” (Sônia Guajajara) Carta por uma Candidatura Indígena, Anticapitalista e Ecossocialista à Presidência do Brasil Vivemos tempos duros, tempos de extremismo conservador, de ataques brutais aos direitos sociais e trabalhistas, de desmonte da educação, da saúde, da ciência e tecnologia e serviços públicos em geral. Tempos em que corruptos contumazes escapam ilesos para seguirem suas “carreiras” políticas e em que jovens da periferia são executados às centenas ou apodrecem em condições sub-humanas nos presídios. Vivemos tempos em que a arte é perseguida, mas em que o trabalho escravo é tolerado, em que a especulação imobiliária avança sobre o lar

É tempo de ser exigente! Plínio presidente!

A guerra aberta da burguesia contra os trabalhadores coloca o PSOL numa encruzilhada histórica. Após treze anos de existência, o partido tem de decidir se será apenas uma legenda eleitoral ou se terá coragem de disputar a consciência e os corações dos/as trabalhadores/as e colocar na ordem do dia a urgência da superação das relações sociais, políticas e culturais responsáveis pelas mazelas do povo, pelo machismo, pelo racismo, pela LGBTfobia e pela destruição da natureza. A eleição é um momento importante de diálogo com os/as trabalhadores/as. A burguesia não perde tempo e procura por todos os meios enquadrar o debate nacional na agenda reacionária do ajuste econômico que vem sendo aplicado

Vale a luta quando se é feminista!

"Tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes." Nós mulheres fomos e somos historicamente protagonistas de lutas, resistências e conquistas. Não por acaso a greve de mulheres tecelãs de Petrogrado, em 23 de fevereiro de 1917 (Dia Internacional das Mulheres à época), deu início à insurreição popular que derrubou o czarismo e fez vermelhar o outubro russo. "Nossa meta é construir, no lugar do mundo velho e ultrapassado, um templo brilhante de trabalho, camaradagem, solidariedade e alegres liberdades universais”, defendia a líder revolucionária russa Alexandra Kollontai, em sua obra “A base social da questão da mulher”, de 1909. Porém, passado um século da primeira revolução socia

Os problemas russos

No momento em que a imagem da revolução russa, e nomeadamente de sua obra, surgiu clara e precisa apesar dos cozinhados mistificadores dos comentadores burgueses interessados, podemos retirar e apreender através de pesquisas detalhadas certos traços fundamentais deste acontecimento prodigioso. Presentemente, a Rússia confirma uma vez mais esta velha experiência histórica: não há nada mais inverossímil, mais impossível e mais fantasista do que uma revolução uma hora antes do seu eclodir; nada há de mais simples, mais natural e mais evidente do que uma revolução no momento que travou a sua primeira batalha vitoriosa. Não cessamos, nomeadamente na imprensa alemã, de dar conta dia a dia das pert

Mulheres, economia feminista e a produção do viver no contexto Latinoamericano

Este artigo busca refletir, a partir do contexto latinoamericano, sobre o papel das mulheres na garantia das condições estruturantes para um modo de viver e de produzir em que a defesa e respeito aos bens comuns, assim como a denúncia da divisão sexual e internacional do trabalho, estão em destaque. Pretende-se, com esta contribuição, apontar alguns elementos para o avanço do debate desse tema no âmbito da esquerda anticapitalista. A ECONOMIA FEMINISTA E A VIDA DAS MULHERES A resistência aos ataques do capitalismo patriarcal tem sido uma constante na vida das mulheres, principalmente no sul do mundo. As lutas para forjar experiências, no campo e na cidade, que coloquem a vida no centro em de

Uma ousadia atemporal

Camaradas! Atenta se volte a terra inteira. Para viver livre dos nichos das casas. Para que doravante a família seja o pai, pelo menos o Universo, a mãe, pelo menos a Terra. Vladimir Maiakovski (1893-1930) Quando no último quartel do século XX ruíram o muro de Berlim e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) os abutres capitalistas e seus arautos, não tardaram em brandir triunfantes que o Fim da História então chegara. Assim, o caminho da humanidade seria uma via de mão única. Não haveria alternativas à sociedade de consumo. Este seria o único mundo possível, o único mundo desejável. As diversas experiências emancipatórias levadas a cabo pelas classes exploradas

Sônia Guajajara e Plínio Jr. para representar o PSOL em 2018

A eleição de 2018 acontecerá após uma série de ataques promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer que representam uma saída reacionária para a crise brasileira, uma saída que aumenta a exploração da natureza em geral e da classe trabalhadora em particular, assegurando a manutenção os privilégios do agronegócio, do setor financeiro, do capital internacional e os interesses imperialistas no Brasil. Inúmeras medidas que aprofundam o ajuste fiscal iniciado por Dilma e potencializam a destruição da natureza e dos territórios tradicionais, a exemplo da PEC da morte, que limita o investimento público por 20 anos, do decreto de extinção da Renca, do desmonte da CLT e da ofensiva para aprovar

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