Sexta da Paixão: Vamos falar de Maria!

E numa Sexta-Feira mataram o filho de Maria Hoje é sexta-feira santa e eu gostaria de falar sobre Maria. Fico a pensar como foi para ela o dia de hoje. Por certo, devia estar acordada a muitos dias tentando saber da condição de seu filho, afinal, Maria foi mãe de um jovem presidiário. Seu filho havia cometido o crime de se organizar por um outro mundo, de reivindicar que os templos fossem para comunhão e não para comércio. Ele havia cometido o crime de andar acompanhado de pescadores e pessoas pobres, de curar pessoas enfermas que não tinham nenhum tratamento ofertado pelo estado vigente na época. O filho de Maria havia questionado os altos impostos e a partir de seu discurso convencido um d

Marielle e Anderson, presentes!

Diante da gravidade do episódio ocorrido na última quarta-feira, dia 14 de março de 2018, onde nossa vereadora da cidade do Rio de Janeiro, Marielle Franco da Maré, foi brutalmente executada, junto com seu motorista Anderson, restando ainda uma assessora ferida pelos estilhaços, nós da Comuna, tendência interna do PSOL, manifestamos nossa profunda indignação e grande pesar. A ação teve todos os traços de retaliação à luta incansável da companheira contra o genocídio negro e pelos direitos humanos do povo favelado da cidade do Rio de Janeiro. Morreu lutando e nos deixa lutando, agora com mais bravura e indignação, seguindo seu incansável exemplo. Prestamos solidariedade às famílias das duas v

Sobre a intervenção militar no RJ

Foto: Domingos Peixoto O Rio de Janeiro é useiro e vezeiro em receber intervenção militar em favelas. Várias ocorreram desde os anos 90. O que muda desta vez? Bem, desta vez a intervenção não se circunscreveu a uma ou outra área popular da cidade do Rio. O conjunto do setor de segurança pública passou ao controle das forças militares de intervenção, o que significa dizer que a administração pública do estado perdeu sua autonomia federativa em parte substancial de suas atribuições. Esta condição dá à situação um relevo novo, não apenas pelo fato em si, mas por seus desdobramentos no cenário nacional. O primeiro aspecto a ser visto é a profunda crise dos setores dominantes da política fluminen

Os desafios da luta feminista hoje

Há pouco mais de um mês, uma nova convocatória para uma nova greve internacional de mulheres foi publicada nos Estados Unidos, com assinaturas de algumas das mais destacadas teóricas e ativistas feministas do país. Como em 2017, o manifesto deste ano não deixou dúvidas sobre sua vocação: fomentar a emergência e organização de uma experiência feminista “dos 99%”, ou seja, com um insuspeito conteúdo social. Há anos, um conjunto expressivo de feministas ao redor vem batendo na tecla da necessidade de superar o predomínio neoliberal no ideário e prática do movimento. Predomínio, aliás, que não se expressa necessariamente como visão de mundo organizada e sistematizada, mas que se apresenta difuso

Nega Maluca: A síntese entre racismo e misoginia

Existe um fetiche presente na sociedade brasileira, que perpassa as relações hierárquicas e horizontais, que vincula séculos de opressão e exploração de uma classe dominante branca sobre uma camada significativa da sociedade que pertence a uma classe social subalterna e marginalizada. Para que não haja dúvidas, torna-se necessário a compreensão de que essa classe dominante (pessoas brancas) exerce poder sobre a classe subalternizada (pessoas negras), este poder é político, econômico, cultural, social, institucional, dentre outros. O Brasil que possui a segunda maior população negra do mundo, perdendo o primeiro lugar somente para a população da Nigéria, possui um racismo estrutural e instit

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