Obituário de Daniel Bensaïd

Tradução de Pedro Barbosa https://www.theguardian.com/world/2010/jan/14/daniel-bensaid-obituary O filósofo francês Daniel Bensaïd, que morreu aos 63 anos de idade de câncer, foi um dos mais dotados intelectuais marxistas de sua geração. Em 1968, junto com Daniel Cohn-Bendit, ele ajudou a formar o Mouvement du 22 Mars (Movimento 22 de Março), a organização que ajudou a detonar o levante que abalou a França em maio e junho daquele ano. Bensaïd estava em seu auge explicando ideias para largas multidões de estudantes e trabalhadores. Ele podia segurar um público fascinado, como eu testemunhei em sua natal Toulouse em 1969, quando ele dividiu uma plataforma em uma manifestação de 10.000 pessoas p

Stalinismo e Bolchevismo

(dezembro 2005) Daniel Bensaïd Tradução de Pedro Barbosa, membro da Comuna, Tendência Interna do PSOL O seguinte ensaio de Daniel Bensaïd representa uma reavaliação crítica da bem conhecida brochura de Trótski, escrita em 1937, Stalinismo e bolchevismo [1]. Foi escrita para a revista Erre, publicada por apoiadores da Quarta Internacional na Itália. https://www.marxists.org/archive/bensaid/2005/12/stal-bolsh.htm A época do “heroísmo burocrático” O oposto de uma revolução Um Termidor burocrático O pecado (original) do estatismo? Uma revolução prematura? A moral da história Notas Há uma moda atual de fontes e genealogias bíblicas: Hegel gerou Marx, que gerou Lenin, que gerou Stalin… Aque

O que está em jogo com a municipalização da saúde indígena

Jacqueline Parmigiani é antropóloga pesquisadora de etnologia indígena Guarani, militante feminista e da executiva do PSOL Paraná. Foi candidata pelo PSOL ao Senado pelo Paraná em 2018. O Ministério da Saúde anunciou a intenção de realizar uma série de alterações no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. Trata-se de uma atitude que provocou, durante esta última semana, manifestações do movimento indígena por todo país e também daqueles que estão comprometidos com o SUS desde o início. Lideranças de várias etnias denunciam que as alterações propostas podem colocar fim a Lei 9.836 de 1999 que estabelece que caiba à União financiar, com recursos próprios, todo o Subsistema. As alterações diz

A hipótese de um “Leninismo Libertário” segue sendo um desafio de nosso tempo

(maio, 2006) Daniel Bensaïd Tradução de Pedro Barbosa,membro da Comuna, Tendência Interna do PSOL http://danielbensaid.org/La-hipotesis-de-un-leninismo-libertario-sigue-siendo-un-desafio-de-nuestro?lang=fr A seguinte entrevista foi realizada por Jorge Sanmartino por ocasião da visita de Daniel Bensaïd à Argentina em abril de 2006. Jorge Sanmartino : Na conferência que deu em Buenos Aires, na sede da CLACSO, você mencionou que a globalização não elimina os paradigmas com os quais pensamos a política, mas sacode todo o sistema de conceitos da modernidade aberta no século XVII. Em que medida esses conceitos foram reformulados, ou melhor dizendo, o que devemos reformular e quais consequências i

Daniel Bensaïd: O partido e o período

Tradução de Pedro Barbosa. Revisão de Mariana Luppi, membros da Comuna, Tendência Interna do PSOL (19 de Novembro, 2005) Publicado na revista “International Viewpoint Online”, IV, No.376, Março 2006. https://www.marxists.org/archive/bensaid/2005/11/party-period.htm A entrevista a seguir com Daniel Bensaïd foi conduzida durante o “Simpósio Ernest Mandel” realizado em Bruxelas em 19 de Novembro de 2005 (veja IVP[International Viewpoint], Nº 372, Novembro 2005). Bensaïd esboça suas visões acerca do papel de uma organização revolucionária no atual período e rememora seus primeiros encontros com Ernest Mandel. Essa entrevista apareceu na edição de Janeiro de 2006 do “A esquerda” [La Gauche], que

Daniel Bensaïd: Leninismo no Século 21

Essa entrevista abre uma série de publicações que serão feitas no decorrer da semana com conteúdos relevantes sobre as visões do filósofo francês Daniel Bensaïd. Trata-se de uma modesta homenagem da Comuna, relembrando o dia do nascimento desse excepcional militante. Bensaïd nasceu em 25 de março de 1946. Foi um importante teórico do movimento trotskista, dirigente da Quarta Internacional e docente da Universidade Paris VIII. Tradução de Pedro Barbosa. Revisão de Mariana Luppi e André Coggiola, membros da Comuna, tendência interna PSOL Da revista virtual “International Viewpoint” – IV, No.335, Novembro 2001. http://internationalviewpoint.org/spip.php?article605 https://www.marxists.org/ar

Reforma da Previdência: a vez do cada um por si!

31 anos depois da promulgação da chamada Constituição Cidadã, que balanço podemos fazer com relação aos direitos previdenciários da população brasileira? Se o movimento democrático que encerrou o período da ditadura militar foi coroado de avanços nesse campo, estendendo benefícios aos trabalhadores rurais, adotando o piso de um salário mínimo e introduzindo cálculo do valor da aposentadoria mais favorável aos segurados, entre outros, os anos que se seguiram foram de constantes ataques à Previdência Social. Lembremos que, mesmo antes da promulgação do texto constitucional, o então presidente, José Sarney, em mensagem televisiva “alertou” a todos que os novos direitos sociais, neles incluídos

O Estalinismo por Ernest Mandel

1. O fracasso do ascenso revolucionário de 1918-1923 na Europa A revolução internacional, esperada pelo proletariado russo e pelos dirigentes bolcheviques, estourou em 1918. Na Alemanha e na Áustria foram criados conselhos de operários e soldados. Na Hungria, foi proclamada uma República dos Conselhos, em março de 1919; na Baviera, em abril de 1919, os operários da Itália do Norte, em efervescência crescente desde 1919, ocuparam todas as fábricas em abril de 1920. Outros países foram atravessados por poderosas correntes revolucionárias, como a Finlândia, a Polônia, a Tchecoslováquia e a Bulgária. A Holanda viu-se sob a ameaça iminente de uma greve geral. Na Grã-Bretanha, os operários estabe

Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.

Nos dias que antecederam o 8 de março, dia internacional da mulher, essa frase, uma das mais célebres de Rosa Luxemburgo, foi N vezes socializadas nos grupos de whatsapp e no facebook. Aquelas e aqueles que assim o fizeram estavam, de forma consciente ou não, dizendo que tratar a mulher igual ao homem, em todos os campos da reprodução social, somente estará de fato garantido em uma sociedade que, simultaneamente, torne livre a mulher e o homem: livre da exploração, do patriarcado, do racismo e de todas as formas de não reconhecimento da diversidade humana, seja na sua aparência e nas suas opções. Enfim, o reconhecimento da mulher como um ser que se autodetermine, com direitos iguais aos dos

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