Filosofia e revolução: de Kant a Marx — uma entrevista com Stathis Kouvelakis

Filosofia e revolução: de Kant a Marx — uma entrevista com Stathis Kouvelakis (Tradução de Pedro Barbosa) https://www.versobooks.com/blogs/3115-philosophy-and-revolution-from-kant-to-marx-an-interview-with-stathis-kouvelakis Para celebrar a publicação, pela La Fabrique, da nova edição de Philosophie et révolution: de Kant à Marx*, o portal Révolution Permanente conversou com Stathis Kouvelakis sobre seu livro de 2003. [A entrevista original, em francês, é de fevereiro de 2017. Esta tradução é baseada na versão em inglês, traduzida por David Broder para a Verso] Révolution Permanente (RP): Stathis, você poderia se apresentar para aqueles que ainda não o conhecem? Qual é a sua experiência enqu

No mundo, no Brasil e em São Paulo: feminismo anticapitalista contra a barbárie!

[ Tese das Mulheres para o Encontro Estadual de Mulheres do PSOL - SP] Em um contexto internacional de convergência de crises, o feminismo anticapitalista aponta o caminho para a transformação social, para a aposta no futuro. A auto-organização das mulheres mundialmente tem o potencial de questionar as diversas estruturas sociais que nos matam, nos prendem e violentam. Também no Brasil as crises se agudizam, e as mulheres do PSOL têm a importante tarefa de contribuir para a organização das lutas de resistência e para formulação coletiva de saídas antissistêmicas para o caos social que se instala no país. A crise econômica, de escala mundial, tem atingido gravemente a economia brasileira no ú

O que é processo feminista?

Publicado por Solidarity-USA. Original de 20 de fevereiro de 2008. Tradução: Mari Luppi O processo feminista emergiu como um conjunto de práticas em grupos exclusivos de mulheres, onde elas começaram a reconhecer que a dinâmica pessoal de poder estava presente mesmo quando os homens estavam ausentes. Com o tempo, essas idéias se espalharam para outros movimentos, enquanto as feministas tomaram emprestado idéias de outras tradições políticas, como o movimento de educação popular na América Latina (ver, por exemplo, como bell hooks usa Paulo Freire em “Ensinar a Transgredir”) e os movimentos pacíficos/não-violentos de influência Quaker (especialmente, tomada de decisão por consenso). As ideia

Ernest Mandel sobre a Revolução Cubana

I A revolução cubana ocupa um lugar excepcional na história das revoluções de pós-guerra. É a única revolução vitoriosa que não foi liderada por uma força originária da Internacional Comunista stalinista e influenciada pelo stalinismo, pelo menos na educação teórica básica de seus quadros dirigentes. De fato, como bem se sabia em fins da década de 1950 e princípios da década de 1960 (mas está sendo esquecido nos círculos de esquerda de hoje), os stalinistas cubanos se opuseram insistentemente ao Movimento 26 de Julho em sua fase inicial, e à guerrilha urbana e rural do Diretório Revolucionário. Proporcionaram até mesmo ajuda à ditadura de Batista em mais de uma ocasião, sabotaram abertamente

Rosa Luxemburgo e a social-democracia alemã

Rosa Luxemburgo e a social-democracia alemã Ernest Mandel (Revista Quatrième Internationale, de março de 1971) Tradução de Pedro Barbosa, Vinicius Souza e Sidarta Landarini (do inglês, com revisões baseadas na versão francesa) Fontes: http://www.internationalviewpoint.org/spip.php?article155 http://www.ernestmandel.org/new/ecrits/article/rosa-luxemburg-et-la-social O lugar real de Rosa Luxemburgo na história do movimento revolucionário ainda está para ser precisamente determinado. A desintegração do monolitismo stalinista significou que é praticamente unânime o destaque de seus méritos, mas muitas vezes apressa-se em acrescentar que “ela pertence ao período pré-1914” [1]. Aqueles que a class

O racismo como arma ideológica de dominação

(fonte da imagem: Revista Princípios nº 34) O racismo como arma ideológica de dominação Clóvis Moura Apresentação (por José Anezio Fernandes do Vale, militante do setorial de negritude da Comuna) Tenha uma boa leitura! É um prazer, em tempos tão terríveis, apresentar esse texto icônico de Clóvis Moura (1994), mas o escolhi porque ele fala de um aspecto central da questão racial, e sobre ele cabe acrescentar algumas poucas coisas para ajudar a aprofundar os debates de negritude da Quarta Internacional no Brasil hoje. Em especial, quero apresentar uma curta seleção de sugestões de outros textos que adicionam elementos importantes ao seu tema. Originalmente publicado em 1994, na Revista Princíp

A ASCENSÃO DA EXTREMA-DIREITA NO BRASIL E NOSSOS DESAFIOS: A APOSTA NO FUTURO

A ASCENSÃO DA EXTREMA-DIREITA NO BRASIL E NOSSOS DESAFIOS: A APOSTA NO FUTURO Resolução aprovada pela Coordenação Nacional da Comuna em 14/07/2019, a partir das discussões realizadas em nossa Conferência Nacional → Introdução → A Visão de Mundo que governa o Brasil → O governo Bolsonaro → Uma ofensiva conservadora e antipopular generalizada → Fraquezas e força remanescente do governo Bolsonaro → Resistências e luta pelo futuro → Desafios para a esquerda Introdução Como já foi observado, o mundo não vivia um crescimento tão grande da extrema-direita desde a década de 1930. Nos últimos anos, diversos governos radicalmente direitistas foram eleitos em países europeus – Áustria, Bélgica, D

“Social-democracia e movimentos sociais”

Uma entrevista com Ernest Mandel De: “Tese onze” [“Thesis Eleven”], N. 7, 1983, p. 159 – 162. Agradecimentos para Joseph Auciello. http://www.ernestmandel.org/en/debat/txt/socialdemocracy.htm Tradução para o português de Mauro Vinicius. Revisão de Pedro Barbosa. (entrevistado por Steve Warne da 3RRR e Peter Beilharz, em 2 de abril de 1983, Melbourne) Pergunta: Acabamos de ter a eleição de um governo trabalhista na Austrália, uma vitória esmagadora que não ocorria há três ou quatro décadas. Também vimos a eleição de governos socialistas na França, Espanha e Grécia e o correspondente declínio dos Partidos Comunistas nesses países. Simultaneamente, o Partido Trabalhista Britânico parece estar s

“Lenin e o partido revolucionário”, de Paul Le Blanc

(janeiro, 1991) (Tradução de Pedro Barbosa) Fonte: https://www.europe-solidaire.org/spip.php?article4283 Lenin and the Revolutionary Party, por Paul Le Blanc. Introdução de Ernest Mandel. Antlatic Highlands, New Jersey: Humanities Press, 1989, 364 p. $60. Não faltam livros sobre Lenin, mas esta é a primeira tentativa de uma reconstrução histórica precisa de seu pensamento organizacional: a teoria do partido revolucionário, de suas origens até o resultado imediato da revolução de Outubro. Paul Le Blanc não tem somente um íntimo conhecimento dos escritos de Lenin, mas também um impressionante domínio da vasta literatura sobre seu tema. Uma das maiores qualidades desse potente livro é a sua abo

Tese da Comuna para o 57° Congresso da UNE

Essa é a contribuição da juventude da Comuna para o 57° Congresso da UNE. Nesse importante momento histórico, estaremos presentes defendendo a mais ampla unidade do movimento estudantil na luta contra o governo de extrema-direita de Bolsonaro. Defenderemos também a necessidade de um projeto de educação e de país que represente efetivamente os interesses dos explorados e oprimidos! Conheça nossa tese! Para ver em .PDF: https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1iWt49Y9yZL6j08WZwkj5CD7o8GBnuJkD Por um projeto de educação dos explorados e oprimidos! Jovens da Comuna ⎼ IV Internacional (PSOL) → A ofensiva internacional do capital e o governo Bolsonaro → A resistência e a luta dos explorados e o

Manifesto da Comuna para o 57° Congresso da UNE!

Conjuntura Nós estamos vivendo um governo de extrema-direita! Após a crise mundial do capitalismo de 2008, a luta de classes se acirrou. A resposta das classes dominantes tem sido um brutal e sistemático ataque contra os explorados e oprimidos pelo mundo. No Brasil, essa ofensiva do capital se expressa pelo governo de Jair Bolsonaro: ultraliberal na economia, autoritário na política e conservador nos costumes. Bolsonaro não foi eleito apresentando sua agenda anti-popular, como a “reforma” da previdência, a destruição da educação pública, etc. Mas através de uma aparência “anti-sistema”, em cima de uma forte rejeição ao PT e explorando o conservadorismo, ambos presentes em parcela expressiva

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