UMA CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE SOBRE AS LUTAS DA COMUNIDADE LGBT EM UMA PERSPECTIVA CLASSISTA (2019)

Gabriel Augusto Militante do PSOL e da Comuna – IV Internacional INTRODUÇÃO – A ESQUERDA SOCIALISTA E A LUTA LGBT: UM DEBATE NECESSÁRIO Este texto tem o objetivo de refletir sobre algumas questões que envolvem a comunidade LGBT e suas lutas a partir de uma perspectiva socialista. Este debate se faz necessário na medida em que tanto na comunidade LGBT de um modo geral, quanto no movimento LGBT em particular, convivem distintas perspectivas sobre como dar sequência aos enfrentamentos desta população frente à discriminação, a opressão e a violência que atinge a comunidade. Um elemento a se considerar, de início, é que esta multiplicidade de caminhos da luta das LGBT é derivada, entre outras co

A juventude brasileira hoje: O passado, o presente e o futuro de nossas lutas

A Juventude da Comuna esteve reunida na cidade de Niterói entre os dias 28 de fevereiro e 01 de março para o seu 1º Ativo Nacional de Juventude. O espaço foi uma oportunidade ímpar de nos reconhecermos como jovens e compartilharmos nossas vivências e nossas lutas. Esse texto é o resultado do acúmulo de alguns de nossos debates, de nossos encontros, de nossas vivências. Não acreditamos que o presente se faz do agora, mas sim do acúmulo de tudo o que vivemos, a leitura de como a história nos entrecorta. Também não acreditamos que o presente deva terminar em si mesmo. O presente é como uma jangada: a estrutura, por vezes frágil, na qual nos apoiamos, movida pelos ventos da história, mas buscand

Uma homenagem a Che Guevara

Daniel Bensaïd Tradução de Youssef Azzam Revisão de Pedro Barbosa Fonte: https://teoriamarxista.wixsite.com/blog-mri/post/homenagem-che-bensaid Em 9 de outubro de 1967, Ernesto Che Guevara é friamente assassinado, depois de ser capturado pelo exército boliviano. O ano de 1968 se abre, assim, profundamente marcado por essa personalidade revolucionária com um destino trágico e voluntário, encarnando mais do que qualquer outro o engajamento internacionalista. E, internacionalista, 1968 o foi ⎼ ritmado pela ofensiva do Tet vietnamita e a revolta dos estudantes mexicanos no terceiro mundo, pela primavera de Praga no coração do bloco soviético, pelo movimento anti-guerra americano e a greve geral

O patrimônio cultural e as manifestações contra o racismo

Você concordaria se eu falasse que aquilo que é considerado como patrimônio hoje no Brasil é diferente do que foi estabelecido como tal no século passado? É verdade ou não que os elementos dignos de serem lembrados como expressões da memória nacional passaram a ter uma dimensão bem diferente? Pense em responder essas perguntas tendo em mente que o conceito de patrimônio cultural é uma das faces mais visíveis do processo de organização coletiva da memória social. Levando em conta que a etimologia da palavra “patrimônio” remete à herança de bens que são legados de uma geração para outra, eu diria enfaticamente que a noção que se tem hoje no Brasil sobre o tema está realmente mudada. As geraçõe

Não, o coronavírus não é responsável pela queda nos preços das ações

Todos os fatores para uma nova crise financeira estão reunidos há vários anos, pelo menos desde 2017-2018. Estamos assistindo a uma grande crise nas bolsas de Wall Street, da Europa, do Japão e de Xangai, e alguns culpam o coronavírus. Na última semana de fevereiro de 2020, a pior semana desde outubro de 2008, o Dow Jones caiu 12,4 %, o S&P 500 caiu 11,5 % e o Nasdaq Composite caiu 10,5 %. Mesmo cenário na Europa e na Ásia durante a última semana de fevereiro. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 caiu 11,32 %, em Paris o CAC40 caiu 12 %, em Frankfurt o DAX perdeu 12,44 %, na Bolsa de Tóquio o Nikkei caiu 9,6 %, as bolsas chinesas (Shanghai, Shenzhen e Hong Kong) também caíram. Na segunda-feira, 2

Brasil: de Lula a Bolsonaro

Tradução: Alain Geffrouais A primeira vez que vim a São Paulo foi em dezembro de 1991 para participar do primeiro congresso do Partido dos Trabalhadores (PT) liderado pelo ex-metalúrgico Lula. Naquela época, Lula e o PT eram símbolos vivos da luta contra dívidas odiosas e ilegítimas (ver Anexo 1 para a entrevista que ele me deu em julho de 1991 em Manágua). Declarava entre outros que «Qualquer governo do Terceiro Mundo que decida continuar pagando a dívida externa escolhe a opção de levar seu povo ao abismo». Lula havia liderado greves de trabalhadores contra a ditadura na década de 1980, e ela tinha sido substituída por um regime «democrático» em 1988, após uma fase de transição. As bases d

OS DESAFIOS DA CONJUNTURA E A “UNIDADE DO CAMPO PROGRESSISTA” NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS: uma polêmica

Gabriel Augusto Militante da Comuna/CE e do PSOL Uma breve contextualização da conjuntura O momento que vivemos no Brasil, que se tornou epicentro desta que será a maior pandemia já enfrentada pela humanidade, exigiu por parte das organizações da classe trabalhadora uma rápida reorganização de suas prioridades. O enfrentamento ao novo coronavírus e a COVID-19 passou a ser o principal elemento na agenda das lutas em defesa das vidas de nossa classe. Não poderia deixar de ser, pois a pandemia não suspende o conflito de classes no Brasil. As odiosas falas de diversos representantes da burguesia e de seu funcionário na presidência da república deixaram evidente o caráter genocida da política da

Derrotar o bolsonarismo imediatamente: com tudo e com todos.

O argumento desse texto é simples: no contexto da tragédia crescente causada pela Covid-19 e pela atuação nefasta do governo federal e das ameaças constantes de golpe, não há nenhuma tarefa mais urgente no momento do que derrotar o bolsonarismo, e para isso devemos contar com todas as iniciativas possíveis, em aliança com todos os setores possíveis. O bolsonarismo é a corrente político-ideológica liderada por Jair Bolsonaro e sua família, que apresenta um projeto ideológico capitalista reacionário, fascistizante e manipulador. Um falso nacionalismo encarnado como mito, violência, armamentismo, obscurantismo, conservadorismo, intolerância e uma adesão mais recente ao neoliberalismo econômico

Nota da pré-candidatura de Renato Cinco para a prefeitura do Rio

24 de maio de 2020 O mundo está diante de uma situação dramática. A pandemia do novo coronavírus está provocando a morte de centenas de milhares de pessoas, especialmente dos mais pobres. Além disso, tem agravado as crises econômica e social que já vinham de antes da explosão do contágio do vírus. A burguesia e seus governos, em todos os níveis, estão deixando os/as trabalhadores/as e a juventude expostos à doença, ao desemprego e à fome. Os males do capitalismo estão expostos a céu aberto e a necessidade do socialismo para preservar a própria existência humana se torna visível para milhões de pessoas. Nesse contexto, a tarefa prioritária dos socialistas é lutar para conter o avanço da pan

Derrotar Bolsonaro é cada vez mais urgente!

Vivemos um dos piores momentos da história do país: nos tornamos o epicentro mundial da pandemia da Covid-19 e somos governados pelo pior governo da história dos tempos democráticos do país. Ultrapassamos seiscentos mil casos de contaminados confirmados, mais de 30 mil mortes e somos já o 3º país em número de mortos, caminhando rapidamente para ficarmos atrás apenas dos Estados Unidos, não por acaso governado por Donald Trump. É nesse cenário que Jair Bolsonaro, um militar expulso do exército e de traços fascistas, lidera um governo que se mostra reacionário ideologicamente, elitista e ultraliberal economicamente e incapaz do ponto de vista administrativo. Em tempos normais, seria muito ruim

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