A Comuna é uma organização ecossocialista, feminista, antirracista, antilgbtfóbica, antiproibicionista e revolucionária fundada em 2017 no Brasil. Nos referenciamos numa tradição renovada do Marxismo, construímos a IV Internacional (CI) e atuamos como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Resolução apresentada pelo Bloco de Esquerda no Diretório Nacional

13/05/2017

 Em esforço de unidade e em busca permanente pela síntese, o Bloco de Esquerda apresentou a seguinte proposta de resolução na reunião do Diretório Nacional do PSOL:

 

1.      A greve geral de 28 de abril, envolvendo cerca de 40 milhões de trabalhadores em todo o país, constituiu sua maior manifestação dos últimos tempos. Na esteira das mobilizações de 8, 15 e 31 de março, os trabalhadores e demais setores oprimidos da sociedade brasileira assumiram o protagonismo, fazendo-se ouvir contra a reforma trabalhista e da Previdência Social propostas pelo ilegítimo governo Temer.

 

2.      Essa greve ocorreu em meio a uma profunda crise, que combina aspectos econômicos, sociais e políticos. Essa crise, que não é de hoje, se expressa no maior desemprego até então visto, pois 13,7% dos trabalhadores encontram-se sem trabalho.  Mas essa crise também se expressa no revelado pelas delações da Odebrecht, que mostrou que todos os partidos, diretamente ligados à classe dominante ou que serviram de suporte para a realização de grandes negócios das empresas quando no governo, igualam-se na participação profunda em esquemas de corrupção. Sejam eles do PMDB, do PSDB, do PT e de outros, todos devem receber a mais alta rejeição do PSOL e de seus militantes. Nesse sentido, o PSOL é frontalmente contrário a qualquer iniciativa que vise estabelecer um acordo que não leve às ultimas consequência a apuração da corrupção, em nome de uma pretensa governabilidade ou de salvamento das instituições do regime: o chamado “Acordão”.

 

3.      Nesse cenário, o PSOL deve buscar os meios para cumprir sua tarefa histórica: de constituir referência para a esquerda brasileira; de ser instrumento da luta dos trabalhadores na defesa de seus direitos e na construção da superação do capitalismo, distanciando-se das falsas alternativas que ainda defendem a conciliação de classes.

 

4.      Nesse sentido, como tarefa imediata, o PSOL deve se somar às centrais sindicais no chamamento do Ocupa Brasília, e ajudar na construção de uma outra greve geral, mais forte e mais expressiva do que a de 28 de abril de 2017.

 

5.      Para isso, o PSOL necessita se constituir num partido de militantes, que participem ativamente das lutas dos trabalhadores e dos outros setores oprimidos da sociedade brasileira. A realização de plenárias em cada município e estado onde for possível deve ser nosso objetivo no curto prazo, para preparar os grandes embates que vêm pela frente. Ao mesmo tempo, o PSOL deve orientar seus militantes para que participem e animem a criação dos fóruns e comitês de bairro e/ou de categorias contra as reforma, em torno da construção do Ocupa Brasília, da greve geral e do Fora Temer.

 

 

Assinam as tendências: Comuna, MES, TLS, LSR, APS, Subverta, Comunismo e Liberdade, CST, Esquerda Marxista, LRP, LS e 1 de Maio.

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