A Comuna é uma organização ecossocialista, feminista, antirracista, antilgbtfóbica, antiproibicionista e revolucionária fundada em 2017 no Brasil. Nos referenciamos numa tradição renovada do Marxismo, construímos a IV Internacional (CI) e atuamos como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

É preciso estar atento e forte para defender a UFC!

 

O ano de 2019 é um marco na história recente do Brasil, diante do cenário tão regressivo para a juventude, apenas nos primeiros meses do atual governo já enfrentamos mais de 30% em cortes para todas as instituições federais de ensino. A letra dessa música já conhecemos: Reforma da Previdência, supressão das leis trabalhistas e cortes constantes nos investimentos públicos são projetos presentes em todos os governos e que no governo Bolsonaro continuam com força total. Hoje a educação se apresenta como mais uma trincheira na defesa democrática ao desmonte do ensino superior público e os ataques contra a autonomia universitária. Nesse sentido, a vitória da Chapa  02 – Resistir é Preciso para a diretoria da ADUFC, sindicato dos professores, representa sopros de esperança e ânimo para a luta.

 

Na UFC o próximo período será agitado eleitoralmente, porém, pouco democrático. Nessa semana, teremos a consulta para a reitoria da UFC. Sim, consulta. Pois, nessa eleição de brincadeirinha, nós estudantes e servidores técnicos-administrativos em educação (TAEs) temos apenas 15% do peso total de votos, respectivamente. Enquanto os professores possuem 70%. Ainda o resultado desta consulta à comunidade universitária pode nem sequer ser levado em conta, tendo um interventor escolhido por Bolsonaro, como foi o caso do Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES). Defendemos que a democracia universitária e a vontade da comunidade acadêmica sejam respeitadas, ainda que nem os próprios candidatos progressistas, Custódio de Almeida e Antônio Gomes, questionem em seu programa de campanha a proporção injusta para a escolha de reitor. De toda maneira, somos contra a candidatura de Cândido Albuquerque, que flerta com o intervencionismo na autonomia universitária e propõe escancarar a privatização do ensino superior.

 

       Ainda nesse momento está em andamento a eleição para o Diretório Central dos Estudantes, um processo apático e pouco transparente, reflexo da imobilidade das últimas gestões do DCE (Levante Popular da Juventude, Juventude do PT e UJS). Infelizmente, no último período a entidade esteve profundamente desgastada com o conjunto dos estudantes. Alguns sinais que materializam esse distanciamento foi a sede que se encontrava frequentemente fechada, a prioridade quase exclusiva em eventos festivos em detrimento de mobilizações estudantis como as plenárias por campi e a completa ausência por longo tempo dos CEBs, reuniões dos centros e diretórios acadêmicos. Lamentamos que as organizações políticas que compunham um campo alternativo de esquerda (RUA e Afronte) a essas práticas construíram uma aliança com o continuísmo do grupo de situação, configurando a Chapa 30 – Pra Virar Essa Maré.

 

Esse abraço dos afogados em nome do êxito eleitoral abre margem para uma alternativa pretensamente neutra e “técnica”, mas articulada pelas juventudes do PDT/Reinventar, PSDB e REDE, a Chapa 10 – Enfrente. A tarefa de apresentar um programa de esquerda independente recaiu para a Chapa 20 – Lutar e Mudar as Coisas, composta pelo movimento Correnteza.

 

Mais do que polêmicas eleitorais é urgente preparar a Universidade para a defesa das ciências, da aposentadoria, contra os cortes de investimento e da liberdade de ensinar e aprender. Precisamos de um grande movimento de resistência a partir de cada curso e campus, acumulando para o dia nacional de mobilização em defesa da Educação Pública em 15 de maio e para a Greve Geral convocada para 14 de junho. Se o presente é de luta, o futuro nos pertence!

 

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