A Comuna é uma organização ecossocialista, feminista, antirracista, antilgbtfóbica, antiproibicionista e revolucionária fundada em 2017 no Brasil. Nos referenciamos numa tradição renovada do Marxismo, construímos a IV Internacional (CI) e atuamos como tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Manifesto da Comuna para o 57° Congresso da UNE!

 

Conjuntura

 

Nós estamos vivendo um governo de extrema-direita! Após a crise mundial do capitalismo de 2008, a luta de classes se acirrou. A resposta das classes dominantes tem sido um brutal e sistemático ataque contra os explorados e oprimidos pelo mundo. No Brasil, essa ofensiva do capital se expressa pelo governo de Jair Bolsonaro: ultraliberal na economia, autoritário na política e conservador nos costumes.

 

Bolsonaro não foi eleito apresentando sua agenda anti-popular, como a “reforma” da previdência, a destruição da educação pública, etc. Mas através de uma aparência “anti-sistema”, em cima de uma forte rejeição ao PT e explorando o conservadorismo, ambos presentes em parcela expressiva dos setores populares.

 

Diante desse cenário, nossa principal tarefa é construir a mais ampla unidade para lutar contra a retirada de direitos sociais e os ataques às liberdades democráticas. Tal como fizemos nos dias 15 e 30 de maio, e também na greve geral de 14 de junho, essa unidade deve se dar fundamentalmente na mobilização contra as medidas desse governo. Ao mesmo tempo, é preciso não ignorar as lições históricas do passado: a estratégia de conciliação de classes levada a cabo nos governos petistas não é uma alternativa para nós. Precisamos de uma esquerda contra a ordem, que tenha um projeto de transformação radical da nossa sociedade!

 

Educação

 

A situação da educação brasileira é escandalosa. Depois da aprovação no governo Temer da “PEC do Teto”, o governo Bolsonaro elegeu a educação pública como sua grande inimiga. Na essência, estão os cortes de investimento e a perseguição ideológica. Os resultados serão um ainda maior sucateamento do ensino público e o fortalecimento da privatização do ensino superior.

 

A educação não deve ser mercadoria! Para nós, é um direito social! E por essa razão, não somos somente contra as medidas do governo atual, mas também contra todas as políticas dos governos anteriores que fortaleceram os “tubarões do ensino”. Nosso projeto para o ensino superior não pode ser a promoção de sua expansão mercantilizada, a um ponto em que a esmagadora maioria dos estudantes estão hoje em instituições privadas (+-75%), enfrentando os dramáticos problemas dessa realidade (aumento abusivo de mensalidades, ausência de políticas de assistência estudantil, expansão do EAD, etc.).

 

Nosso projeto se sintetiza em dois pontos principais:

 

1) A implementação de uma política de transição do ensino privado para o ensino público. Precisamos avançar rumo à massificação do ensino superior público.

 

2) A formulação de um outro modelo de educação pública. Uma educação que seja ideologicamente plural, que permita a elaboração de uma visão crítica de mundo e que seja voltada para a resolução dos problemas do povo brasileiro. Em síntese, uma educação pública, democrática, crítica e popular!

 

Para defender esse projeto, é fundamental que a UNE rompa com o burocratismo e o privilegiamento da disputa institucional e parlamentar. Que recupere seu histórico de lutas e seja mais democrática internamente, envolvendo mais os estudantes na política desde as bases e se pautando por uma política radical para a educação.

 

Quem somos?

 

Nós somos os jovens da Comuna ⎼ IV Internacional, uma tendência interna do PSOL. Somos uma organização que reivindica a tradição do marxismo revolucionário. Defendemos que os explorados e oprimidos se unam para lutar por seus interesses históricos: contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia e o sistema capitalista. Diante de um presente desigual somos jovens que ousam sonhar um futuro em comum, onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres. Precisamos de uma outra forma de organização social. Precisamos de uma democracia socialista!

 

 

 

 

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