Tese para o 7º Congresso Nacional do PSOL


TECENDO O AMANHÃ ECOSSOCIALISTA, FEMINISTA, ANTIRRACISTA, ANTILGBTFÓBICO E LIBERTÁRIO: POR UM PROGRAMA REVOLUCIONÁRIO PARA O PSOL

Tese da Comuna e de militantes independentes


CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL 1. O mundo passa por um forte processo de limitação da democracia formal, como consequência da ofensiva dos capitalistas para jogar os custos das crises sobre os setores populares. Isto se faz sentir de diferentes maneiras em cada formação social nacional.


2. Em muitos lugares, os povos originários estão na linha de frente do enfrentamento à ofensiva neoliberal, e a classe em seu conjunto tem levado adiante lutas no Chile, no Equador e em outros países. A Colômbia passou, recentemente, por uma Greve Geral histórica. A derrota eleitoral de Macri, na Argentina, embora para um peronismo moderado, mostra que os rumos do continente estão em disputa. Não é só a extrema-direita pró-imperialismo que joga no tabuleiro latino-americano da luta de classes, há também muitas lutas em curso.


3. No contexto internacional, ganharam força as manifestações e greves protagonizadas por jovens ambientalistas, indígenas, mulheres e trabalhadores, sejam eles precarizados ou ameaçados de perder direitos básicos, como a seguridade social, direitos trabalhistas ou até mesmo direitos democráticos e liberdades individuais. Os jovens ambientalistas, tendo Greta Thumberg como referência, organizaram as greves climáticas para denunciar a inação dos governos e apontar a urgência das mudanças no modo de vida e de consumo típicos do capitalismo. Os povos indígenas resistem na América Latina para impedir os golpes e as medidas de austeridade em curso, a subserviência ainda maior ao FMI e a perda da soberania, e as mulheres se destacam.


4. Vivemos um dos períodos mais dramáticos da história do Brasil. O governo é formado por uma frente entre setores das Forças Armadas, do judiciário e do aparato de repressão, ultraliberais, fundamentalistas religiosos e um clã familiar formado por fascistas e milicianos, com o apoio do grande capital nacional e internacional.


5. O governo Bolsonaro ultrapassou um ano. Neste período houve retrocessos ainda incalculáveis. Foi confirmado que o presidente é protofacista e reiterados o tratamento ultrajante que sempre dirigiu às mulheres, aos negros, indígenas, LGBTIQ+, o culto à violência e a defesa da tortura, dos torturadores e da ditadura militar. Além do risco de ocorrer um retrocesso em termos de direitos da mulher e do reconhecimento da diversidade de gênero, suas declarações e postura constituem um “sinal verde” para que a intolerância contra a população LGBTIQ+ se manifeste de forma violenta e para que todas as formas de machismo aflorem sem reservas. A classe trabalhadora, os setores explorados e oprimidos da sociedade e o meio ambiente sofrem os maiores ataques, pelo menos, desde o fim da ditadura de 1964.


6. A crise econômica mantém milhões de brasileiros e brasileiras no desemprego ou no trabalho cada vez mais precarizado. Os grandes centros urbanos, com destaque para o Rio de Janeiro, continuam a conviver com a violência policial extrema, o que penaliza especialmente os jovens negros das periferias. Cada vez mais seres humanos são levados à degradante condição de moradores de rua. O feminicídio e a LGBTTfobia continuam a ceifar vidas.


7. A crise ambiental não afeta a sociedade de forma igual. A mais grave crise hídrica da história do Rio de Janeiro se manifesta como racismo ambiental: grande parte da população negra e pobre, quando tem acesso à água, é obrigada a beber água insalubre.


8. O racismo institucional vem se agravando e se expressa de diversas maneiras, como no uso indiscriminado da política de “acolhimento institucional” de crianças e adolescentes em abrigos (separação das famílias), em especial para a população negra. Se esta medida, em casos excepcionais, foi uma conquista do Estatuto da Criança e do Adolescente, sua generalização tem servido para mascarar a falta de políticas públicas fundamentais, e reforçado a criminalização da pobreza e a moralização do uso de drogas. Em geral, são as mulheres negras que, além de perderem seus filhos para o genocídio da juventude negra e para o cárcere, perdem para as instituições de acolhimento que as culpabilizam pela negligência que é do Estado.


9. Desde 2006, com a sanção da lei de drogas, a política de drogas brasileira foi endurecida e vem aumentando o número de pessoas presas por tráfico. A “guerra às drogas” é, na verdade, uma guerra à juventude negra e pobre, especialmente às mulheres – 62% da população carcerária feminina está presa em razão da lei de drogas. Diante desse cenário de massacre, impõe-se a luta pela legalização e por uma nova política de drogas.


10. O retrocesso no campo da saúde mental do Ministério da Saúde retoma a lógica manicomial, dando aval para uso de eletrochoques e internações compulsórias. Prega o uso de abstinência como medida de tratamento. Além disso, a nova Política Nacional sobre Drogas põe fim à política de redução de danos. Adota medidas para aprisionar, violentar e executar um determinado grupo prioritário de pessoas, que possui classe, gênero e raça, atingindo prioritariamente as mulheres negras.


11. O crescimento da população carcerária vem se agravando. Entre 2000 e 2016, foi de 293%, e o crescimento da população carcerária feminina de 656%. 74% das mulheres presas são mães. O encarceramento em massa tem efeitos cada vez mais devastadores. Em 2018, a população carcerária brasileira passou de 4ª para a 3ª maior do mundo. Os massacres ocorridos nos presídios de Manaus (AM) e Altamira (PA), que deixaram mais de 100 pessoas mortas, e a aprovação do Pacote Anticrime de Moro, mostram que as prisões estão aí para torturar e matar a população pobre e negra.


12. A reforma da Previdência Social, aprovada em 2019, constitui a mais radical reforma realizada desde a Constituição de 1988. Alterou, entre outros aspectos, os parâmetros que definem o valor e as condições de acesso à aposentadoria e pensões. As mulheres e os negros foram mais prejudicadas/os, em decorrência de sua situação no mercado de trabalho. Por estarem mais sujeitos ao desemprego e à informalidade, terão mais dificuldade para obter uma aposentadoria próxima ao valor integral.


13. O governo Bolsonaro ataca: a) o meio ambiente e os territórios (perda de garantias de proteção ao meio ambiente e aos biomas, queimadas e desmatamento da Amazônia, vazamento de óleo no litoral do Nordeste (episódio negligenciado pelo governo federal), ecocídio provocado em Brumadinho/MG pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério, liberação descomunal e venenosa de agrotóxicos altamente perniciosos à natureza, à saúde humana e animal); b) a Educação Pública (diminuição de verbas e ameaça de fechamento de escolas e universidades federais, ataque à autonomia universitária, censura direcionada ao financiamento de bolsas de pesquisa etc); c) as liberdades individuais (contra LGBT’s e mulheres). Isto propiciou iniciativas de resistência e de organização das lutas, inclusive com denúncia internacional aos organismos com os quais o Brasil firmou tratados que vêm sendo escandalosamente descumpridos pelo governo federal como um todo.


14. O ataque desfechado contra a cultura e a educação desmonta o sistema de ensino público para reduzir gastos e ampliar o setor privado, e visa fortalecer uma base ideológica neofascista.


15. Chama atenção o aumento vertiginoso dos índices de assassinatos de membros dos movimentos de luta pela terra em geral, especialmente do MST (nos marcos da criminalização e intensificação da repressão dos movimentos sociais) e de lideranças indígenas e guardiões dos territórios, com especial destaque para quatro indígenas do povo Guajajara, que foram mortos num período de um mês e que cumpriam papel destacado na defesa do território do seu povo, conhecido como Terra Araribóia no Maranhão.


16. Povos indígenas, mulheres e a juventude protagonizaram grandes iniciativas e mobilizações no ano passado e já neste ano, contra o governo Bolsonaro e sua agenda de morte. Destacam-se: a Marcha das Margaridas e das Mulheres Indígenas em Brasília, em agosto, que juntou mais de 100 mil mulheres; manifestações em defesa da educação, que reuniram centenas de milhares de jovens e estudantes; manifestações contra as queimadas na Amazônia; o encontro de 47 etnias indígenas em janeiro de 2020, convocado pelo cacique Raoni, no qual, com a denúncia do “projeto político do Governo brasileiro de genocídio, etnocídio e ecocídio”, foi relançada a Aliança dos Povos da Floresta como uma trincheira de resistência.


17. Em âmbito regional, mais especificamente no Nordeste, o funcionalismo público e os movimentos em geral começam a denunciar a acomodação dos ditos governos progressistas à contrarreforma da previdência do governo federal. Os fóruns de servidores, aliados a outras categorias e setores da sociedade, estão organizando seminários para debater e informar sobre as pretensas reformas apresentadas por estes governos e seus impactos de piora das políticas públicas e do acesso a elas por parte da população, além de organizarem manifestações interiorizadas.


18. Trabalhadores e trabalhadoras resistem à expropriação das riquezas nacionais e às privatizações. Servidores da educação e estudantes ocuparam as ruas em expressivas mobilizações contra os cortes das instituições públicas de ensino. Trabalhadoras/es dos Correios, da PETROBRÁS e dos metrôs continuam resistindo e lutando contra a privatização destes setores estratégicos e contra a entrega destas empresas aos interesses do grande capital. Indígenas e quilombolas levantam-se para defender seus territórios e modos de vida. Parte do povo, mesmo colocando sua saúde em risco, enfrentou o mais recente desastre ambiental (vazamento de petróleo no litoral nordestino).


19. A instabilidade política do governo se mantém, com novos capítulos do laranjal do clã Bolsonaro, novos desdobramentos do “caso Queiroz” e das investigações do assassinato de Marielle e Anderson, e diversos desgastes por corrupção – ou absurdos como o vídeo nazista do ex-secretário de cultura. São colocadas sob os holofotes as vísceras dos velhos esquemas políticos de que Bolsonaro faz parte.


20. As mobilizações dos últimos meses, importantes como demonstração de disposição para a resistência, não foram suficientes para reverter o cenário. Isto depende de uma substancial mudança na correlação de forças da sociedade brasileira, o que só será possível se avançarmos no nível de consciência e organização da classe trabalhadora e dos setores oprimidos. Para este objetivo, é fundamental traçarmos uma tática de oposição sem tréguas ao governo Bolsonaro.



A OPOSIÇÃO AMBÍGUA DO PT E DE SEUS ALIADOS


21. O impacto totalmente regressivo do governo Bolsonaro é reforçado por diversos governos estaduais de direita ou de extrema-direita. Por outro lado, os governos estaduais de partidos que fazem oposição ao governo federal, mesmo os “de esquerda”, têm sido muito ambíguos. Entre eles, há práticas de retiradas de direitos e ataques aos trabalhadores – especialmente a contrarreforma da Previdência.


22. No Ceará, Camillo Santana (PT), aliado de Ciro Gomes, fez tramitar em regime de urgência – solicitado por deputados do PT e PDT – a contrarreforma, que copia os moldes da aprovada por Guedes e Bolsonaro, e piora alguns aspectos. A aprovação se deu com muita repressão contra servidores mobilizadas/os.


23. No Piauí e no Maranhão, como em Pernambuco, a contrarreforma já foi aprovada pelos governos do petista Wellington Dias, de Flávio Dino (PCdoB) e de Paulo Câmara (PSB). Na Bahia, o governador Rui Costa (PT) enviou no dia 17 de dezembro a proposta para tramitação. No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) o fez dias antes. A discussão a toque de caixa evita o desgaste eleitoral que uma medida como esta poderia ter em 2020. Lembremos que ela terá também uma repercussão para as aposentadorias de servidores/as públicos municipais.


24. Ao invés de construir um polo regional de resistência à agenda neoliberal, os “progressistas” negociam o seu avanço, tal como faziam quando estavam na administração central. Dão sequência nos governos estaduais à estratégia conciliatória, mesmo quando a burguesia ataca de forma mais brutal os direitos sociais.


25. Com isto, ficam nítidos os limites para a “unidade das esquerdas”. Possíveis unidades eleitorais das organizações da esquerda socialista com PT e seus satélites contribuiriam para inviabilizar o surgimento de um polo de esquerda consequente e radical. Uma alternativa de futuro passa necessariamente pela superação da estratégia conciliatória, que não deixou de existir com o golpe de 2016.


A NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE UMA ALTERNATIVA POPULAR E O CARÁTER DELA – CRÍTICA À PERSPECTIVA NEODESENVOLVIMENTISTA


26. Não há economias fundamentalmente nacionais no sistema mundial capitalista, e sua divisão internacional do trabalho é muito hierarquizada. Para os países que tiveram sua posição consolidada na última parte do século XIX ou no início do século XX como coloniais, semicoloniais ou dependentes, o desenvolvimento nacional capitalista foi, a partir daí, uma utopia.


27. Ainda assim, o desenvolvimentismo transformou a realidade do Brasil a partir de 1930, deixando-o urbano, muito mais escolarizado e com uma industrialização em curso. Mas não rompeu com a inserção subordinada do país no mercado mundial e a superexploração do trabalho.


28. Mesmo com a chegada de Lula à presidência da República, já com a rebeldia original do PT domesticada pela integração às instituições burguesas, foi reforçado o papel dependente e submisso da economia brasileira ao capitalismo global. Nesse contexto, medidas progressivas serviram para amenizar o sofrimento humano, a condição conjuntural das massas excluídas e da maior parte da classe trabalhadora, sem o obrigatório enfrentamento à hegemonia do capital financeiro, reforçada, especialmente, pelos mandatos de FHC. Uma demonstração nítida do recuo dos governos do PT em relação às posições anteriores do partido foi o abandono da crítica ao endividamento externo e de propostas de auditoria da dívida pública e de suspensão de seu pagamento.


29. Com a mudança na situação mundial em virtude da crise econômica a partir de 2007, um processo que pode ser chamado de reversão neocolonial – ampliação da dependência dos chamados países atrasados às potências capitalistas centrais – se intensificou. A difusão desigual do progresso técnico e tecnológico, a transnacionalização do capitalismo (que reforçou a dependência financeira) e as transformações no padrão de desenvolvimento capitalista (que intensificaram a dependência cultural) foram fatores cruciais para que fosse ainda mais inviável pensar em um Estado soberano e uma economia capitalista desenvolvida e independente, especialmente no caso dos países latino-americanos.


30. Além de ineficazes, os aspectos “neodesenvolvimentistas” dos governos do PT constituíram em si mesmos um problema: implicaram a aliança, em especial, com as empreiteiras e o agronegócio. Decorreram daí as grandes barragens, a transposição do São Francisco, os megaprojetos de mineração, o avanço dos transgênicos e o crescimento exponencial da utilização dos agrotóxicos. Foi fortalecido o extrativismo, o que levou à reprimarização da base econômica. Houve uma devastação ambiental inédita, com desmatamento, contaminação por agrotóxicos, crise hídrica e crimes ambientais, com destaque ao da Samarco/Vale/BHP, em Mariana-MG.


31. O enfrentamento consequente da crise atual e da ofensiva conservadora só pode ser feito com a defesa de uma alternativa dos setores explorados e oprimidos, que aponte para outra lógica econômica (oposta à lógica da acumulação de capital) e outro modelo de sociedade – uma alternativa ecossocialista, feminista, antirracista, contrária a todas s formas de exploração e opressão. Ecossocialismo ou extinção!



A TÁTICA DE FRENTE ÚNICA NESTA CONJUNTURA


32. Nas atuais circunstâncias históricas é necessária, dialogando com a rica tradição do movimento socialista, uma tática de frente única dos/as explorados/as e oprimidos/as – para lutar tanto contra todas as formas de exploração e de opressão quanto contra todas as ações do capital que prejudicam a humanidade (como a degradação do meio-ambiente) e para propor alternativas.


33. Esta tática deve ser aplicada de maneiras distintas nas diversas conjunturas. Ela é ainda mais importante na atualidade, com as divisões do movimento socialista, maiores do que no passado, e com a complexidade da luta pela construção do sujeito das próximas revoluções (que deverá integrar o conjunto dos/das explorados/as e oprimidos/as, e dos/das que lutam em defesa da humanidade contra o capitalismo). Seu pressuposto é a independência política dos/das trabalhadores/as.


34. Além disso, cabe buscar unidades de ação pontuais com qualquer setor que queira lutar por alguma questão específica, sem que isto implique fazer algum acordo que restrinja qualquer outra luta – por exemplo, lutas pela liberdade de imprensa, por mais verbas para a educação, por um judiciário independente e contra a intervenção do governo federal para restringir esta independência, pelos direitos dos/das LGBTIQ+, contra feminicídios, contra as queimadas criminosas na Amazônia, podem ter apoio de liberais.


35. A frente única pode se fazer, e deve ser buscada, com movimentos sociais ou com partidos já muito burocratizados. Organizações do movimento social e partidos com base social na classe trabalhadora e setores populares vivem muitas vezes uma situação contraditória: podem ter sua direção integrada à ordem, mas sua base social, não. Direções têm de dar alguma satisfação à sua base. Além disso, partidos como o PT ou, em medida muito menor, o PCdoB, ainda têm alguma confiança de setores da classe trabalhadora e populares. Para colocar estes setores em movimento, a participação de suas direções numa frente pode ser imprescindível.


36. Uma frente única dos setores explorados e oprimidos não implica deixar de fazer críticas. É correto buscar unidade com o PT contra a “reforma da Previdência” e, ao mesmo tempo, combater a posição vacilante ou até favorável de seus governadores. Isto se aplica, com mais razão, ao PCdoB, cuja posição é ainda mais ambígua.


37. A realização de uma frente única dos setores explorados e oprimidos passa pela discussão de um programa de lutas comuns, e pela disputa de orientação. Não se separa da busca da construção de uma alternativa e a construção de um programa desses setores.


38. Lutar por uma frente única não implica ter segurança de que ela vá ser realizada. No caso do Brasil hoje, a realização de uma verdadeira frente única dos setores explorados e oprimidos é incerta: depende da derrota da linha, que predomina no PT, de restringir as lutas e apostar no desgaste do governo para as eleições de 2022.


39. A luta por uma frente única dos setores explorados e oprimidos deve caminhar junto à busca de uma unidade mais forte de setores socialistas no seu interior.

FORA BOLSONARO!


40. É mais do que urgente que o PSOL abrace imediatamente a política “Fora Bolsonaro!”. Isto significa, em primeiro lugar, afirmar sempre que este não é um governo “normal”, que se deva respeitar ou com o qual se possa negociar para buscar “posições intermediárias”. A rejeição a ele precisa ser integral.


41. Esta linha decorre também da certeza de que cada dia do governo Bolsonaro causa prejuízos à sociedade e ao meio-ambiente cuja reversão pode ser difícil ou impossível. Ainda que muitas das medidas do governo venham sendo derrubadas, causam o mal enquanto duram; outras não são derrubadas e mais despropósitos aparecem a cada dia.


42. Há cada vez mais argumentos jurídicos (crimes de responsabilidade) para um pedido de impeachment do presidente. A divisão da antiga base aliada do Bolsonarismo o enfraqueceu.


43. Ao abraçar a unidade ampla contra o bolsonarismo e seu desgoverno, é preciso organizar a classe trabalhadora em movimentos, grupos e organizações anticapitalistas, com pautas de transição entre a situação caótica atual e o futuro ecossocialista. Para isso, a ação tática nos empurra para a organização de comitês de base “Fora Bolsonaro”, associados a diversas iniciativas de debates, formação e organizações coletivas que destrinchem a política identificada com o fascismo à brasileira para uma luta longa e dura.


44. A política do “Fora Bolsonaro!” não tem como pressuposto a existência prévia de uma correlação de forças favorável. Pelo contrário, ela busca criar esta correlação de forças.



PSOL


45. O PSOL chega ao seu VII Congresso com enormes desafios. Desde o último Congresso nos fortalecemos enquanto partido. Nossas bancadas se ampliaram significativamente e hoje temos mais mulheres, LGBTIQs, negras e negros ocupando os parlamentos brasileiros. Precisamos ocupar as ruas e ser uma referência de luta e resistência.


46. É fundamental o fortalecimento de um partido de massas militante, combativo e independente como o PSOL. Sua permanência enquanto projeto contrário à conciliação de classes petista, seu viés anticapitalista, com forte ligação com movimentos sociais diversos, são decisivos.


47. O fim do ciclo dos governos do PT a partir de um golpe parlamentar poderia ter sido uma oportunidade de reflexão para o conjunto da esquerda brasileira, especialmente com relação às limitações e à inviabilidade do projeto neodesenvolvimentista. No entanto, tem predominado no PSOL a partir daí a diminuição das críticas ao PT e a seu campo e um balanço dos governos petistas que reduz seus problemas à aliança com partidos corruptos e à falta de consequência em levar adiante seu projeto (neodesenvolvimentista).


48. Cabe ressaltar que, na situação brasileira, a presença de um partido com claro viés anticapitalista e que abriga milhares de militantes revolucionários é um privilégio infelizmente raro no mundo atual.


49. O PSOL, porém, precisa romper com sua estrutura de funcionamento, vinculada a uma construção marcada, desde os primeiros anos, por uma agenda prioritariamente eleitoral. As atuações (até fortes e importantes) do partido nos movimentos sociais e representações de classe orbitam em torno de mandatos, figuras públicas institucionais e campanhas eleitorais cada dia mais caras e menos eficazes.


50. É fundamental a construção de núcleos de base, e sua ligação a movimentos de bairro e sociais ativos. É igualmente fundamental o fortalecimento das setoriais do Partido, com independência e apoio da direção, estrutural, político e financeiro. Setoriais de negros/as e LGBTIQ+ bem estruturados nacionalmente são indispensáveis para um partido que se pretende socialista e libertário.


51. O PSOL deve ter uma prática política e um funcionamento radicalmente democráticos. Os diretórios municipais, estaduais e nacional devem se articular com núcleos de base territorializados e setoriais. Devem ter reuniões regulares. Temas como tática eleitoral, atuação nos movimentos de bairro, movimentos sociais, formações políticas, questões internas do partido, devem ser debatidos em núcleos.


52. O tema do autofinanciamento deve tomar espaço particular, embora associado à organização partidária como um todo. A partir de um canal de comunicação forte, é possível gerar receita independente, seja com vendas de materiais produzidos pelo partido, seja com campanhas virtuais. Fortalecer essa forma de financiamento pode fortalecer também a ação militante e a presença na classe trabalhadora.


ELEIÇÕES


53. A tática de frente única diz respeito fundamentalmente às lutas de massas, mas pode incluir o terreno eleitoral. Entretanto, uma boa unidade eleitoral deve ser bem debatida e consolidada no partido, bem como deve responder a objetivos concretos de acumular forças na organização e conscientização dos setores explorados e oprimidos, sem alimentar ilusões conciliatórias. As campanhas do PSOL para 2020, sem dúvida, devem fortalecer a posição contra Bolsonaro e sua política genocida, agressiva e devastadora. No entanto, a luta anti-Bolsonaro deve ter como principal espaço as ruas, a partir de mobilizações que não apenas enfrentem a ameaça imediata como eduquem as massas para uma longa guerra contra o capital.


54. É necessário excluir a possibilidade de unidade eleitoral com partidos burgueses. A experiência histórica mostra que tal unidade sempre implicou renunciar a reivindicações populares e conter as lutas, para dar garantias aos supostos aliados das classes dominantes. Implica, para as/os trabalhadoras/es, a perda de sua independência de classe.


55. Partidos em geral apontados no Brasil como de “centro-esquerda” são partidos burgueses. Este é o caso do PDT e do PSB, e com mais razão ainda, da Rede, do PV e do PROS. Embora haja no interior de alguns destes partidos setores que têm contradições com sua política geral, trata-se de uma situação muito residual que não justifica hoje a possibilidade de alianças eleitorais.


56. O PT e, em menor medida, o PC do B têm bases na classe trabalhadora e em setores populares. Por este critério, é possível defender alianças eleitorais com eles. Entretanto, é preciso levar em conta que eles têm tido uma posição muito ambígua na oposição aos ataques que o governo Bolsonaro e as classes dominantes têm feito ao povo, como já vimos. Em hipótese alguma o PSOL pode se coligar com o PT ou com o PC do B onde estes partidos dirigem ou compõem governos estaduais que mantém a linha social-liberal que caracterizou os governos nacionais do PT e que até dialogam com o bolsonarismo.


57. Além de tudo isto, em muitas questões fundamentais – como, por exemplo, na questão ambiental, em que até a defesa do desastre de Belo Monte continua a ser feita por Lula – não há acordo programático possível com o PT (e menos ainda com o PC do B).


58. Ainda que este não seja o critério principal, é preciso levar em conta que o PT, mesmo sendo ainda o partido mais influente nos setores populares, já acumular também muito desgaste nestes mesmos setores.


59. Outra questão que deve considerada é que não haverá coligações proporcionais em 2020, o que significa que não ter um(a) candidato/a a prefeito/a tende a prejudicar a votação proporcional. Além disto, nas grandes cidades e nas cidades médias haverá segundo turno; uma disputa no primeiro turno não impede apoio no segundo turno.


60. Por fim, se é importante derrotar candidatos/as da direita, daí não se segue que qualquer vitória eleitoral da centro-esquerda ou esquerda seja positiva. Uma vitória com um programa ou com alianças muito ruins pode preparar uma derrota maior depois.


61. Como conclusão, uma aliança eleitoral com PT ou PC do B traria a confusão política destes partidos para o PSOL e não deve ser realizada, pelo menos no primeiro turno, salvo se algum setor explicitamente se diferenciar da linha nacional destes partidos e adotar uma perspectiva coerente de luta contra todos os ataques ao povo que o governo Bolsonaro tem feito, tanto no terreno da democracia, quanto no da economia e dos direitos sociais, quanto em questões ambientais.


62. O PSOL orientará a sua tática eleitoral no sentido de derrotar Bolsonaro e a ultradireita, apresentando um programa de governo para os municípios que se oponha ao neoliberalismo e apresente uma alternativa anticapitalista. Deve se consolidar como alternativa de esquerda, ocupando o espaço em aberto com as ambiguidades do petismo. Deve procurar ser o polo organizador da esquerda socialista e consequente, com a perspectiva de construção de uma alternativa política real para enfrentar os ataques do grande capital. O PSOL tem a tarefa histórica de lutar para superar o PT e se estabelecer como o principal partido da esquerda brasileira e, a partir daí, liderar a constituição de uma alternativa real à ordem capitalista. Ter uma postura independente e, no plano eleitoral, confrontar também o PT, é parte desta tarefa.


63. Assim, é fundamental que o PSOL tenha candidaturas próprias em todas as capitais e cidades de grande e médio porte onde esteja presente. Quanto às alianças eleitorais, elas devem ocorrer no campo de independência de classe, sendo, portanto, prioritariamente com PSTU, PCB, UP (antigo PCR) e movimento sociais combativos como o MTST, a APIB, os Policiais Antifascismo, o MNU, etc.


64. Feitas estas considerações, o PSOL tem como resolução os seguintes pontos:

1 – Toda discussão sobre possíveis alianças deve ser antecipada por um debate programático, coletivo e democrático, que sirva como base para a tomada de decisão, a ser realizada em conferência eleitoral.

2 – Devemos ser contrários a alianças eleitorais com partidos de centro ou de centro-direita (PDT, PSB, Rede, PV, PROS e outros). Com mais razão ainda com os partidos mais explicitamente de direita, sendo ou não base do governo Bolsonaro.

3 – O PSOL terá como prioridade alianças eleitorais com partidos de esquerda e que defendem a independência política dos trabalhadores/as – como o PSTU e o PCB, UP. Este campo também deve incluir movimentos sociais e sindicatos combativos.

4 – A partir da busca desta unidade, nosso objetivo é ter candidaturas majoritárias próprias do PSOL ou deste “campo de independência de classe” em todos os municípios em que isto seja possível.

5 – Com relação ao PT e ao PCdoB, não devemos buscar alianças no primeiro turno nas cidades que têm segundo turno.

6 – Nas cidades que não têm segundo turno, as alianças com estes partidos devem estar sujeitas a uma discussão programática e à rejeição de composição com partidos da direita tradicional ou partidos burgueses, e não devem ser feitas em detrimento da liberdade de crítica do PSOL. Onde o PT e o PC do B dirigem ou compõem governos estaduais, essas alianças não devem ser realizadas. A possibilidade de apoio no segundo turno nestes casos deve ser previamente debatida em espaços de base e não implicará compor o governo municipal.

7 – O PSOL deve buscar a realização de debates programáticos, de forma coletiva, para balizar não apenas a construção de seu programa, mas para constituir marcos rigorosos em suas possíveis alianças.



Assinam esta tese:


CEARÁ

Adelgisio Oliveira Lima Neto – Fortaleza

Adeliene de Lima Nobre – Cascavel

Adriana Calaça de Paiva França – Crateús

Adriana Coutinho da Costa – Aracati

Ailton Claecio Lopes Dantas – Fortaleza

Alcina Galeno Lima – Fortaleza

Alessandro Cavalcante de Lima – Crato

Alice Sousa Silva Rocha – Fortaleza

Aline Mourão de Albuquerque – Fortaleza

Amanda Luiza Passos de Sousa – Fortaleza

Ana Cláudia Maia da Silva – Fortaleza

Ana Ester Maria Melo Moreira – Fortaleza

Ana Victória Mendes de Carvalho – Caucaia

André Luis Alves Saraiva Teles – Fortaleza

André Luiz Gonçalves Lopes – Fortaleza

André Luiz Torres de Oliveira – Fortaleza

Andrea Bezerra Crispim – Fortaleza

Antonio Adolfo de Carvalho Maia – Icapuí

Antonio Anderson Albuquerque Venancio – Fortaleza

Antonio Isaias Cavalcante da Cruz – Pacajus

Antonio Ismael da Silva Lima – Senador Pompeu

Antonio Jeovah de Andrade Meireles – Fortaleza

Antonio Laudenir Gomes do Nascimento – Fortaleza

Antônio Tavares de Sousa Neto – Fortaleza

Arthur do Nascimento Sales – Fortaleza

Atila da Costa Lima – Maracanaú

Aureliano Nobre da Cunha – Morada Nova

Barbara de Oliviera dos Reis – Fortaleza

Barbara Morais Gomes – Fortaleza

Beatriz Rego Xavier – Fortaleza

Bianca Silva Campello – Fortaleza

Bruna Damasceno Queiroz – Fortaleza

Bruno Pereira Martins – Fortaleza

Caio Lucas do Carmo Prado – Fortaleza

Caludia Cristina de Araújo – Fortaleza

Camila Gouveia de Oliveira – Fortaleza

Carina Souza Costa – Fortaleza

Carlos Alberto Gomes Bomfim Filho – Fortaleza

Carlos André de Souza Araújo – Bela Cruz

Carlos Eduardo Gosmes da Silva – Maracanaú

Carlos Henrique Lima – Paraipaba

Carmem Firmino da Costa – Maracanaú

Celia Freitas – Caucaia

Ciro Augusto Mota Matias – Maracanaú

Claudemir Pereira dos Santos – Fortaleza

Cleidilene de Oliveira Pereira – Fortaleza

Cristiano Silva da Rocha Diógenes – Tabuleiro do Norte

Daniel Rogers de Souza Ferreira – Fortaleza

Danilo de Andrade Oliveira – Fortaleza

Diego Renan Cavalcante Saboia – Fortaleza

Diogo Augusto Araújo dos Santos – Caucaia

Edilson Alves Martins Pinto – Crateús

Edivanildo Rodrigues de Araújo – Iguatu

Eduardo Cesar de Sousa – Baturité

Eduardo Duarte Ferreira – Fortaleza

Eliandra Cavalcante da Cruz Almeida – Pacajus

Erico Dias Costa – Fortaleza

Eudislandia Rodrigues Almeida – Aquiraz

Felipe Firmino Ferreira – Caucaia

Felipe Siqueira Nunes – Fortaleza

Felipe Wesley da Silva Martins – Caucaia

Fernando Machado da Silva – Fortaleza

Fran Yan Coelho Tavares – Fortaleza

Francilene Cândido dos Santos – Iguatu

Francisca Iara Santos Ramos – Baturité

Francisca Maria Angelo Rodrigues – Crateús

Francisca Maria do Nascimento – Fortaleza

Francisco Assis da Silva – Fortaleza

Francisco Clebio Cirino Vieira – Aquiraz

Francisco Clecio Silva de Sousa – Maranguape

Francisco Daniel Arrais – Assaré

Francisco das Chagas de Souza Sobrinho – Maracanaú

Francisco Edson Barbosa Marques – Maracanaú

Francisco Felipe da Silva Garcia – Caucaia

Francisco George Maia Lima – Limoeiro do Norte

Francisco Gleiciano de Morais Costa – Caucaia

Francisco Joel do Nascimento Gomes – Fortaleza

Francisco José do Nascimento Júnior – Fortaleza

Gabriel Augusto Coêlho de Santana – Fortaleza

Gabrielle Marianne Nobre Dantas – Fortaleza

Gabrielle Marianne Nobre Dantas – Fortaleza

Gerardo Rocha de Oliveira Filho – Fortaleza

Gilda Wright de Faria Iacovini – Fortaleza

Gilvanda de Souza Santos – Fortaleza

Glailson do Nascimento Paiva – São Benedito

Graziela William Martins Lima – Maranguape

Guilherme Amorim Montenegro – Fortaleza

Hannah Jook Otaviano Rodrigues – Fortaleza

Herondhy da Silva Ferreira – Fortaleza

Hiago da Silva Lima – Maracanaú

Hugo Brilhante – Caucaia

Iamara Silva Mendonça – Caucaia

Iran Adriano Sousa de Oliveira – Fortaleza

Isac Santos da Silva – Fortaleza

Israel da Silva Sousa – Fortaleza

Ivan Gabriel Sousa Feijó – Sobral

Januário Gomes Maia – Fortaleza

Jeovana da Costa Barbosa – Fortaleza

Jerônimo Brito Aragão – Sobral

Jessica Oliveira dos Reis Lamblet – Fortaleza

Jetulho Bem Costa – Barbalha

João Batista dos Santos – Camocim

João Eclecian Guimarães de Mourau – Fortaleza

João Gabriel Santos Silva – Fortaleza

João Joel de Oliviera Neto – Jaguaruana

Joelma Teixeira da Silva – Caucaia

José Alves de Freitas Júnior – Caucaia

José Augusto de Morais – Caucaia

José Baman Vieira Filho – Maranguape

José Brigido Costa Filho – Fortaleza

José Caio Oliveira Calixto Moreira – Pacajus

José Carlos Bastos Emídio – Fortaleza

José Júlio Silveira Oliveira – Fortaleza

José Márcio Alves – Iguatu

José Maria Nobre Dantas – Cascavel

José Nildo Nobre Dantas – Cascavel

José Patricio de Andrade Neto – Fortaleza

Josimar dos Santos – Baturité

Jovelina Silva Santos – Limoeiro do Norte

Kaelly Virginia de Oliveira Saraiva – Fortaleza

Kathelyn Nayane Francisca de Freitas Nobre – Fortaleza

Kenia Nogueira Diógenes da Rocha – Tabuleiro do Norte

Larisse Amaral Marajo – Fortaleza

Lauriana de Almeida Alves Rebouças – Ibaretama

Leandro de Jesus Araújo Lima – Tianguá

Leonardo Lima Vasconcelos Carneiro – Fortaleza

Leopoldo Ferreira Gonçalves – Acarape

Louise Anne de Santana – Fortaleza

Luan Layzon Souza Silva – Iguatu

Lucas Tadeu Rodrigues Lins – Caucaia

Lucas Torres Vilas Boa – Maranguape

Luiz Mário Candido Marques – Fortaleza

Marcel Gomes Cabral – Fortaleza

Marcelo Mota Capasso – Fortaleza

Márcio Alan Menezes Moreira – Fortaleza

Marcio Jordão Severino de Oliveira – Fortaleza

Marconde Cordeiro de Sousa – Fortaleza

Marcos Rubens Silveira – Bela Cruz

Margarida da Silva Sousa – Fortaleza

Maria Clarisse Sousa Costa – Fortaleza

Maria Conceição Alves Correia – Camocim

Maria Dervania de Oliveira Souza – Maracanaú

Maria do Socorro Lima Vascondelos – Bela Cruz

Maria Évila Moura Almeida – Caucaia

Maria Janaina dos Santos – Bela Cruz

Maria Norma Colares de Serra – Fortaleza

Maria Odete Torres de Oliveira – Fortaleza

Maria Oliveira Pereira – Fortaleza

Maria Rafaela Lima Ferreira – Caucaia

Maria Rosilene Ramos – Baturité

Maria Samya Magalhães Lima – Fortaleza

Maria Sofia Silveira Abreu – São Luís do Curu

Mariana Marques Ferreira – Fortaleza

Marília Martins Bernardino – Maracanaú

Marília Soares Cardoso – Fortaleza

Matheus Coelho Inocêncio – Fortaleza

Max Wel Batista Rodrigues – Baturité

Mayk Lenno Henrique Lima – Senador Pompeu

Maykon Lennon Costa dos Santos – Fortaleza

Michele Pereira Castro – Fortaleza

Miguel Alves de Matos – Maranguape

Nardier Lima de Oliveira – Fortaleza

Nathalia Lima Maia – Morada Nova

Nayara Aline Soares Mendonça – Fortaleza

Paulo de Tarso Telles Ramos Filho – Fortaleza

Paulo Nayton Meneses Modesto – Pacajus

Paulo Rubens Barbosa França (Anacé) – Caucaia

Priscila Lima de Castro – Fortaleza

Rafael Cardoso Figueiredo – Fortaleza

Rafael da Silva Cunha – Fortaleza

Rafael dos Santos da Silva – Fortaleza

Rafael Nojosa – Caucaia

Rafael Oliveira da Rocha – Pacajus

Rafael Valente Rodrigues Silva – Fortaleza

Ramon Rawache Barbosa Moreira de Lima – Fortaleza

Ray da Costa Fontenele – Camocim

Rayara Oliveira de Santana – Fortaleza

Raylsson Santos Almeida – Fortaleza

Renato Lobo de Castro – Aquiraz

Roberta Menezes Souza – Fortaleza

Roberto José de Araújo – Fortaleza

Roberto Marques (Cacique Anacé) – Caucaia

Roberto Mota Lopes – Camocim

Roberto Ribeiro Maranhão – Fortaleza

Rodrigo Santaella Gonçalves – Fortaleza

Rômulo Aldo de Oliveira Castro – Ocara

Ronildo Ferreira Andrade – Iguatu

Rosa Cristina Primo Gadelha – Fortaleza

Rosangela Virginia Costa de Araújo – Maracanaú

Ruy Cabral Amorim Neto – Fortaleza

Sandra Castro Forte – Fortaleza

Sandra Tedde Santaella – Fortaleza

Selma Cristina Nogueira – Jaguaruana

Sergio Henrique de Almeida Freitas – Fortaleza

Shalom Bezerra da Costa – Acarape

Tainara Estefani Soares de Lima – Fortaleza

Tessie Oliveira dos Reis – Fortaleza

Tiago Albuquerque Maia – Fortaleza

Tiago Antonio Pimenta Cunha – Fortaleza

Tiago de Sousa Domingos da Silva – Caucaia

Tiago Moreno Leite Gusmão – Fortaleza

Valdisia Gomes da Silva – Maracanaú

Vanda Maria Martins Souto – Fortaleza

Victor Feitosa de Farias de Oliveira – Fortaleza

Walber Nogueira da Silva – Fortaleza

Walter Ferreira Rebouças – Ibaretama

William dos Santos Lacerda Silva – Fortaleza

Wlabert Sousa Sabino – Maracanaú

Yasmin Alves (Anacé) – Caucaia

Yorrana Silva Mendas – Maracanaú

Yumi Nayara Grego Vieira – Maranguape

Yure Brasil Soares – Fortaleza

ESPÍRITO SANTO

Alberson da Silva Miranda – Vitória/ES

Aline Fardin Pandolfi – Vila Velha/ES

Allan Lopes Farias – Serra/ES

Amanda Pupin de Camargo – Castelo/ES

Ana Caroline Pereira Ferreira – Cariacica/ES

Anderson Cardoso Rosa – Guarapari/ES

Arthur de Souza Moreira – Vitória/ES

Bárbara de Souza Malvestio – Castelo/ES

Barbara Leite Pereira – Vitória/ES

Bruno de Deus e Magnago - Guarapari/ES

Camila Costa Valadão – Vitória/ES

Carlos Augusto da Silva Bertolini – Vitória/ES

Carlos da Silva Rosa - Vitória/ES

Carolina Brito de Oliveira – Serra/ES

Carolina Maria Moreira Alves – Vitória/ES

Douglas Sobrinho de Andrade – Serra/ES

Érika Pereira Costa – Vitória/ES

Esther Almeida Borges – Vila Velha/ES

Evelyn Ribeiro Roza - Vitória/ES

Fábio Bremenkamp – Cariacica/ES

Fernando Colombi da Silva – Vitória/ES

Francys Lacchine Santos – Vitória/ES

Gabriela Boldrini da Silva – Vila Velha/ES

Hélia Mara de Deus - Guarapari/ES

Hiago Rocha de Oliveira – Vitória/ES

Hudson Valentim Vassoler – Vitória/ES

Hugo Moraes Pompermayer – Vitória/ES

Igor Emmanuel Marques Cardoso – Vitória/ES

Indra Fairbank de Lucas Jäger – Vitória/ES

Jamila Bonfá – Vitória/ES

Jeff Pessanha Faria – Vila Velha/ES

João Paulo da Silva Valdo – Cachoeiro de Itapemirim/ES

Jocemir Gonçalves – Vitória/ES

Joseane Duarte Ouro Alves - Vitória/ES

Josiene Alves Rosa - Vitória/ES

Juliana dos Reis Abrantes – Vitória/ES

Laís Sudré Campos – Vitória/ES

Lidiane Cristine dos Reis Souza – Serra/ES

Liliany de Melo Brito – Serra/ES

Manuela Merçon Noda – Vila Velha/ES

Márcio Antônio Moraes Netto Reis – Vitória/ES

Marcos Nepomuceno – Vitória/ES

Mariana Fiorin e Silva – Vila Velha/ES

Mayara Cristina Lima Pereira – Vitória/ES

Mayara da Silva Santos – Não consta na lista de filiações! =/

Mayara Ferreira Mendes – Serra/ES

Messias Sabadine de Souza – Serra/ES

Monique Simões Cordeiro – Vila Velha/ES

Munah Maleque Felicio – Vitória/ES

Naiara Abdalla Rocha Guerrieri – Vitória/ES

Nastassia Santos Neves Coutinho – Vila Velha/ES

Natalia Silva Nicacio – Vila Velha/ES

Nathalia Pelegrini Mota Fernandes – Vitória/ES

Paulo Henrique Costa Fraga – Serra/ES

Pedro Henrique Couto Candido – Cariacica/ES

Pollyana Tereza Ramos Pazolini – Vila Velha/ES

Railam Anjo Pires – Vitória/ES

Rayane Marinho Rosa – Vila Velha/ES

Ricardo Azevedo Nespoli – Vitória/ES

Rovana Patrocinio Ribeiro – Cariacica/ES

Rovena Furtado Amorim – Vitória/ES

Samia de Oliveira Brito – Vitória/ES

Sislene Pereira Gomes – Vitória/ES

Stefani Nandolff da Penha – Cariacica/ES

Suellen Gomes dos S. Suzano de Oliveira – Vitória/ES

Suellen Silva da Cruz – Colatina/ES

Telmi Adame – Vila Velha/ES

Tuanne Almeida de Souza – Vitória/ES

Victoria Almeida Assi – Guarapari/ES

Zacharias Cheibub Neto – Vitória/ES

GOIÁS

Flávio Munhoz Sofiati – Goiânia

Lucas de Godoi Silva – Goiânia

Maria Carolina Giliolli Goos – Goiânia

MATO GROSSO DO SUL

Daniele Rehling – Dourados

Laís Rondis – Campo Grande/Dourados

Rafael de Abreu – Campo Grande/Dourados

MINAS GERAIS

Abelar Cardoso de Sá – militante PSOL Espinosa

Abraão Almeida - militante PSOL BH

Adailton Cardoso do Nascimento – militante PSOL Januária

Adriano Mendonça de Oliveira – militante PSOL Betim

Agnaldo Martins da Silva - militante PSOL Santa Luzia

Alanna Cardoso Linhares Ribeiro – militante PSOL BH

Alax Almeida Felicidade – Diretório PSOL Santa Luzia

Alberto Rodrigues Soares - militante PSOL Januária

Aloisio Carlos Loiola – militante PSOL BH

Ana Maria Silva Santos – militante PSOL Barão de Cocais

Ana Rosa Oliveira Irmão - – militante PSOL Espinosa

Anita Tocafundo Zema- militante PSOL BH

Antônio Ricardo Vieira – militante PSOL Varginha (*)

Arthur Cardoso Campos - militante PSOL São João Del Rei

Aurelicia Teixeira Costa - Diretório Municipal PSOL BH

Balbina Edelzuite Veloso da Rocha - militante PSOL Januária

Beatriz Coutinho Santos – militante PSOL Itacarambi

Benjamim André Soares de Jesus – militante PSOL Espinosa

Carlos Alberto da Costa – militante PSOL Santa Luzia

Carlos Anderson Alves de Souza - – militante PSOL Espinosa

Celso Vallin – militante PSOL Lavras

Chico Bento Gerson – militante PSOL Tiradentes

Claudete Maria de Jesus – militante PSOL Itacarambi

Cristina Marina Martins Campos – militante PSOL Contagem

Daniel Augusto Marçal dos Santos – militante PSOL Varginha

Daniel Augusto Pereira – militante PSOL Lavras

Danilo Rodrigues Silva – militante PSOL São João do Pacuí

Darcilene Rodrigues da Silva– militante PSOL Itacarambi

Douglas Cardoso Mota - militante PSOL São João do Pacuí

Douglas de Jesus dos Santos – militante PSOL Itacarambi

Edneia Pereira de Brito - militante PSOL Januária

Edno Pereira da Mota - militante PSOL Januária

Esmeraldo Antunes de Souza - – militante PSOL Espinosa

Eva Batista da Silva - militante PSOL Januária

Fábio Leandro Ferreira dos Santos – Diretório PSOL Conselheiro Lafaiete

Fernando Rocha Athaide – Diretório PSOL Varginha.

Filipe Carvalho Silva – militante PSOL Lavras

Flávio Santos Soares – Diretório PSOL São João do Pacuí

Franceny de Almeida - militante PSOL BH

Gabriela Clemente de Oliveira – militante PSOL Betim

Gilca Helena Campos - militante PSOL BH

Giovana Augusta Torres – Diretório PSOL Lavras

Haroldo Meneses de Lacerda Filho - militante PSOL São João do Pacuí

Heres Alves de Souza - militante PSOL Januária

Ivanil do Carmo Silva Gomes – Diretório PSOL Contagem (*)

Ivanilde de Souza e Silva – militante PSOL Nova Lima

Jaci Ocimar Vargas - militante PSOL São João do Pacuí

Jackson Nunes – Diretório PSOL Itabira

Jackson Silva Reis – militante PSOL BH

Jailton Rodrigues Carvalho - – militante PSOL Espinosa

Jair de Oliveira Campos Neto - militante PSOL Contagem

Jairo Loiola - militante PSOL BH

Jeorge Cardoso - Diretório Municipal PSOL Lagoa Santa

Joanice Ferreira Meireles Fialho – Diretório PSOL Januária (*)

João Magalhães de Almeida - militante PSOL Januária

João Paulo Loiola - Diretório PSOL Minas Gerais

João Pedro Alves das Neves - militante PSOL São João do Pacuí

João Rasgado – Diretório PSOL Santa Luzia

Joaquim Carlos Mendes dos Santos – militante PSOL Paracatu

Jobert Fernando de Paula – militante PSOL Nova Lima

Jordeci da Silveira Antônio – militante PSOL BH

José Aldimar Peixoto – militante PSOL Espinosa

José Antônio Monteiro Giestal – militante PSOL São João do Pacuí

José Heleno Ferreira – militante PSOL Divinópolis

José Maria Barbosa – militante PSOL Itacambira

José Monserrat Neto – militante PSOL Lavras

Julio Bueno – Diretório Municipal PSOL Lavras

Julio César Campos – militante PSOL Contagem

Junimara Nogueira Silveira – militante do PSOL BH

Juraci Pereira Rocha – militante PSOL Espinosa

Jussara Griffo – militante PSOL BH

Laura Nunes Garcia – militante PSOL BH

Lenício Dutra Marinho Junior – militante PSOL Governador Valadares

Leonardo Cardoso de Lima - militante PSOL Januária

Liliane Cristina da Silva do Nascimento – Diretório PSOL Minas – Vespasiano

Lucas Emanuel Braz – militante PSOL BH

Luci de Fátima Pereira – militante PSOL BH

Luciane Senra - militante PSOL BH

Manoel Soares Neto – militante PSOL Espinosa

Marcelo Apolonio Santos – militante PSOL Barão de Cocais

Marcelo Rodrigues Barbosa - militante PSOL São João do Pacuí

Marcelucia Batista da Silva - militante PSOL Januária

Maria Aparecida Melo – militante PSOL Contagem

Maria da Conceição Monteiro Guimarães - militante PSOL Governador Valadares

Maria da Consolação Rocha – Presidenta PSOL Minas

Maria da Penha Ferreira – militante PSOL Varginha

Maria de Fátima Teago Dias Souza – militante PSOL Espinosa