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Uma resposta ao pronunciamento do #ELENÃO. O vírus do capital: impeachment já!

 

Por Flávio Munhoz Sofiati (Professor da Sociologia da Universidade Federal de Goiás)

 

O presidente da (ré)pública tem assustado uma parte considerável d@s brasileir@s em vistas de suas declarações acerca da pandemia mundial provocada pelo coronavírus (covid-19). O exemplo mais recente foi o pronunciamento em rede nacional nesta noite de 24 de março. O que mais me chama a atenção em seus discursos é a defesa que faz da “economia”. O presidente está preocupado com a situação econômica do país diante do covid-19. Segundo ele o país não pode parar, mesmo com o risco de contaminação da população e de mortes em massa.

 

Apesar de inconsequente, a posição do presidente tem um sentido. Trata-se da defesa dos interesses do capital, uma defesa que deve ser considerada desumana em tempos normais e que se torna irresponsável em tempos de pandemia. O capital é um valor, um valor que se valoriza permanentemente. Quando o presidente se preocupa com a economia, ele está interessado na verdade com a manutenção da reprodução continuada da capital, um valor que é apropriado predominantemente pelos capitalistas, os patrões. Então, Bolsonaro fala em nome dos patrões, seu discurso é em defesa do grupo social que patrocinou sua eleição. 

 

Suas ponderações despreocupadas com o coronavírus não é feita em defesa da vida d@s trabalhador@s, inclusive d@s informais que ele tanto cita. Na verdade o presidente está preocupado em salvar a sua própria pele, pois se a “economia” cai, ele pode cair junto. Portanto, suas falas recentes estão pautadas por uma lógica mesquinha de interesse particular em um momento em que o presidente da república deveria estar focado na defesa de vidas, das vidas d@s brasileir@s.

 

O que o chefe da (ré)pública não entende é que o capital, antes de ser um valor que se valoriza constantemente, é uma relação social, uma relação social de exploração entre patrões e empregad@s. Para o capital se reproduzir ele precisa consumir força de trabalho fornecida pel@s empregad@s. Sem o trabalhador e a trabalhadora não há geração de valor, não há produção, não há capitalismo.

 

Muitos chefes de Estado pelo mundo e governadores no Brasil já entenderam isso. Sabem que é preciso estar atento às prevenções agora para evitar o contágio e diminuir o risco de queda da economia no futuro. Eles também não estão preocupados com o povo, mas ponderam com estratégias que evitam mortes. O presidente do Brasil não é capaz de concatenar dentro desta lógica, pois formou-se no espectro da política do ódio. Entretanto, agora precisamos de uma direção governamental de âmbito federal que se preocupe com os pobres. Mas Bolsonaro é incapaz.

 

Por isso, mais do que nunca é preciso que a sociedade se mobilize e grite bem alto de suas janelas: Fora Bolsonaro! É fundamental organizarmos forças para defender as vidas dos nossos cidadãos e cidadãs, daqueles que estão mais suscetíveis ao vírus, como os idosos. Enfim, temos que nos organizar para garantir que o presidente seja imediatamente impedido. Ele foi contagiado pelo vírus do capital. O impedimento de Bolsonaro deve ser considerada como uma exigência ética d@s brasileir@s que defendem uma sociedade com igualdade de oportunidades e respeito às diferenças. E para que a máquina pública atue com eficiência contra o covid-19 é indispensável que aconteça já o impeachment de Bolsonaro. 

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